Arquivos da categoria: Um Brasil de sabores

Sabores da Bahia

Primeira capital do país, Salvador foi o grande centro da troca de alimentos até o século XVIII. A cultura africana se impôs na alimentação e essa influência se afirmou na predileção por três ingredientes: o leite de coco, o azeite-de-dendê e a pimenta.Com eles, foram criadas muitas iguarias: vatapá, caruru, bobó de camarão e as moquecas.

Já os doces foram pautados por portugueses e ameríndios. São delícias feitas de ovos, pamonhas, canjicas, quindins, mingaus e o pão-de-ló. A Bahia tem a culinária mais mestiça do país.


 

Sabores do Pernambuco

A culinária tipicamente pernambucana foi criada nas aldeias dos índios, nas casas-grandes e senzalas dos engenhos, nas cozinhas dos mosteiros, nos terreiros de xangô e na beira da praia.

Durante todo o ano, mas principalmente no período junino, não faltam as deliciosas comidas de milho, como a pamonha, a canjica, o bolo de milho e também o pé-de-moleque.

E durante os dias de folia do carnaval de Pernambuco– trazido pelos portugueses e incorporado às tradições da culinária pernambucana – é comum o consumo do filhós, um bolinho de farinha de trigo, frito em óleo e servido quente com uma calda de açúcar.

Na parte salgado, o arrumadinho de charque e o sarapatel fazem parte da tradição pernambucana.

Sabores do Maranhão

Disputado por franceses, portugueses e holandeses no início da colonização brasileira, o Maranhão se enriqueceu através dos séculos com os temperos e os alimentos provenientes da África e da Europa. O resultado na cozinha? Consomem-se amplamente mariscos, siris, caranguejos, meros, pescadas, robalos, cascudos, tainhas, curumbatás, surubins e o peixe-boi. Já no interior, a caça é bastante apreciada e preparada com óleo de babaçu. As sobremesas típicas são os doces portugueses e uma infinidade de doces de frutas nativas como maracujá, bacuri, jenipapo e tamarindo.

Sabores do Pará

A base da cozinha paraense é a mandioca, cujo cultivo e técnica para transformá-la em farinha-d’água, beijus, pirões e mingaus já eram conhecidos pelos índios a muito tempo atrás.

Uma das especiarias mais comuns no Pará é a tapioca, feita com a fécula da madioca. A tapioquinha é consumida frequentemente como café da manhã ou lanche da tarde, geralmente acompanhada de café com leite. É uma iguaria de gosto suave porém característico e têm a forma de uma panqueca e podem levar vários tipos de recheio como chocolate, vários tipos de queijos, ou geléias (mais conhecidas como “doces”) como o de cupuaçu por exemplo, sendo que a forma mais comum é comer a tapioquinha é apenas com manteiga ou com coco ralado. Ela pode ser encontrada em estabelecimentos simples, carrinhos, lanchonetes e existem até Tapiocarias, lanchonetes que vendem apenas tapiocas com os mais variados tipos de recheios.

Em todo o canto do Pará é possível saborear diferentes iguarias: pato no tucupi, tacacá, maniçoba, arabu, peixe moqueado, pirarucu de sol, açaí, pequiá, pupunha, sopa de aiú, casquinho de mussuã e caranguejo.

Sabores do Cerrado brasileiro II

Na semana passada você conheceu um pouco sobre a gastronomia do Cerrado brasileiro, mas especificamente de Brasília e Goiás.

Agora vamos conhecer os pratos típicos do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Nos dois estados o peixe é o grande atrativo. No Mato Grosso os preferidos são: pacu, piraputanga, pacupeba, piabucu, curimbatá e dourado. A mojica, uma das receitas mais populares, é feita com o pintado.

O mato-grossense usa e abusa da pimenta-malagueta. O acompanhamento mais usual para o peixe é a banana-da-terra.

Além dos peixes, surgem também os pratos de carne. A proximidade do Mato Grosso do Sul com a fronteira com o Paraguai transparece no gosto pelo mate gelado.

Também vieram de lá as chipas, uma variante do pão de queijo mineiro, e a sopa paraguaia, um bolo feito com milho, cebola e queijo. Outro artigo de importação muito popular são as salteñas, pastéis assados e recheados com frango, de origem boliviana.

 

Sabores do Centro-Oeste brasileiro I

A Região Centro-Oeste é dividida em quatro unidades federativas: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, onde fica Brasília, a capital do país.  A gastronomia da região apresenta uma grande variedade de pratos.

Na capital do Brasil, devido à influência de fora e a revolução cultural e culinária em Brasília não é difícil almoçar pato ao tucupi ou feijoada carioca e jantar churrasco ou frango ao molho pardo.

Já o goiano é um grande produtor e um ótimo consumidor de arroz, misturado a diversos ingredientes. Os pratos mais populares são: pequi, guariroba, bolinho de arroz, pamonhas, leitão assado, tutu com linguiça, torresmo e couve. A pimenta preferida é a pimenta-bode, mas o sabor picante fica por conta da jurubeba.

Na próxima semana, a segunda parte dos Sabores do Centro-Oeste. Com a culinária do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Não perca

Sabores do Rio de Janeiro

Alguns donos de restaurante afirmam que o prato carioca é um estado de espírito. Outros conferem ao Rio a autoria da feijoada completa e da comida de botequim, verdadeira instituição da cidade beira-mar. A culinária carioca tem algumas peculiaridades, como o amor pela tradição portuguesa. Em nenhum outro lugar do Brasil se respeita com tanto gosto o ritual do cozido e se andam tantos quilômetros atrás de um caldo verde ou de uma isca de fígado. O Rio também tem uma cozinha de vanguarda internacional, pronta para as grandes festas, recepções e banquetes oficiais.

 

Sabores de São Paulo

Na culinária paulistana o princípio desenha-se a partir de uma mescla dos costumes dos povos ibéricos e indígenas. Os índios contribuem com a farinha de milho e o peixe defumado. Os europeus, com a horticultura, o pastoreio, o trigo, a galinha.

São resultados dessa união os virados à paulista, o cuscuz paulista, os pirões e as farofas.

É na cidade de São Paulo que a gastronomia realmente toma proporções mundiais. Toda a bagagem cultural que os imigrantes trouxeram a São Paulo revela-se nos mais variados sabores; burrito, pizza, sushi ou feijoada, tudo num mesmo quarteirão.

Fora o tempero brasileiro, que proporciona uma verdadeira viagem aos quatro cantos do País.

Tem de tudo, desde o arroz capixaba, moqueca baiana, costelinha de porco com canjica até pato no tucupi do Belém do Pará ou frutas exóticas do Amazonas.

E, é claro, o tradicional sabor paulistano – cuscuz, curau, arroz com feijão, picadinho, banana frita, virado, pamonha.

Não é à toa que hoje São Paulo é uma grande capital gastronômica.

Não perca no próximo post dessa série, vamos conhecer um pouco da culinária carioca.

Sabores do Rio Grande do Sul

Começa a partir de hoje no blog uma série sobre a gastronomia brasileira.

Intitulada como “Um Brasil de sabores”, nessa seção nós vamos conhecer um pouco mais das comidas tradicionais de cada região.

O mapa gastronômico brasileiro foi traçado conforme as intersecções de comidas de várias origens e as migrações internas no país.

Podemos dividi-lo em nove regiões: Norte, Nordeste, Salvador e Recôncavo Baiano, Centro-Oeste, Litoral, Cozinha Metropolitana, Cozinha mineira, Cozinha Caipira e Cozinha do Sul.

Conheça algumas curiosidades dessa cozinha tão procurada e desejada por todos no Brasil e no mundo…

Vamos começar lá embaixo no mapa, no sul do país…

 

Rio Grande do Sul

No sul do nosso País os italianos introduziram o galeto, a polenta e o vinho e os alemães as carnes defumadas, as lingüiças e o café colonial. O autêntico gaúcho gosta muito de carne e de tomar seu chimarrão. Por isso, que no Rio Grande do Sul não se conhece nada de mais fundamental do que saborear um churrasco ou um assado com essa bebida tão conhecida. Com tantas virtudes e maravilhas não é de estranhar que o Rio Grande do Sul atraia tantos imigrantes de origens tão diversas, criando na sua cozinha uma alegre extravagância, onde há satisfação para todos os gostos!

No próximo post nós vamos conhecer sobre a gastronomia tradicional do Estado de São Paulo.

Não perca!